Em 2018, o Maio de 1968, momento em que ocorreram diversos movimentos, no Brasil e no exterior, completa 50 anos. O famoso discurso de Martin Luther King “Eu tenho um sonho” e o festival Woodstock, nos Estados Unidos, a Marcha dos Cem Mil, no Brasil, e a Primavera de Praga, entre tantos outros, aconteceram no mesmo momento e questionaram as mesmas problemáticas, como a censura, o capitalismo e o consumo. Em uma época em que não existia internet, observar a sintonia desses movimentos, cada qual em seu lugar, mas com o mesmo discurso, é algo que merece ser relembrado. Com esse objetivo, a exposição “50 anos de Maio de 1968: do reflexo nos olhos às marcas na pele”, ocorrida entre os dias 14 e 25 de maio, organizou uma intervenção durante a 16ª Semana de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e realizada pelo Centro de Memória Professora Batistina Corgozinho (Cemud), da UEMG Unidade Divinópolis.
“A gente costuma brincar que Maio de 68 foi um ano que não acabou, que ele está presente até hoje e está fazendo 50 anos agora em 2018. A gente vê que as mesmas discussões daquela época são discussões que existem ainda hoje. Então, é importante que a gente faça esse levantamento crítico mesmo da sociedade: por que nós não conseguimos vencer essas pautas? Por que não conseguimos vencer essas questões? É uma forma de a sociedade refletir aquilo que está dando errado em 50 anos e buscar, de certa forma, soluções para estar melhorando essas questões”, explicou a estudante Bianca Guimarães, estagiária do Cemud.
A exposição, montada no bloco 3 da Unidade, trabalhou várias temáticas a partir de uma parede decorada com diversos cartazes, com várias frases e imagens, e uma cabine com produções audiovisuais. No período da noite, também foram exibidas, nas fachadas de dois blocos da Unidade, algumas imagens. “Essa exposição trabalhou questões diversas. Ela trabalhou muito a questão do racismo, da censura, da sexualidade, que são temas difíceis de serem trabalhados, e a gente optou por usar imagens e cartazes da época para trabalhar com as crianças e os adolescentes essas questões, através da figura, da cor, da frase. A gente procura sempre estar deixando que elas interpretem cada imagem e cada cartaz”, completou Bianca.
Além da parede de cartazes montada para a exposição, vários outros cartazes foram espalhados pela Unidade, todos com a mesma proposta de levantar essas reflexões. A interação dos visitantes e da comunidade acadêmica foi visível pelas fotos e “posts” desses cartazes nas redes sociais, ilustrando, dessa forma, o tema deste ano: “Museus hiperconectados”.
Texto e fotos: Anna Flávia Alves Vieira – Estudante do 3º período do curso de Jornalismo da UEMG Unidade Divinópolis
Orientação: André Camargos, Elvis Gomes e Isabella Marques – Assessoria de Comunicação | UEMG Unidade Divinópolis
NOTA: Registrada originalmente para o programa “Perspectivas”, a entrevista da estudante Bianca Guimarães foi cedida pelos estudantes Luísa e Diego, do 5º período de Jornalismo da Unidade.



















