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Semana de Museus | Encontro promove troca de saberes entre a Universidade e a comunidade

Em oração, trocando energia com a terra, a mente e o corpo. Assim, iniciaram-se as oficinas ministradas pelo Centro de Memória Professora Batistina Corgozinho (Cemud), da UEMG Unidade Divinópolis, na comunidade rural dos Lopes. As atividades desenvolvidas fizeram parte da 16ª Semana de Museus – promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e realizada pelo Cemud e pelo EmRedes – Portal da Memória do Centro-Oeste Mineiro – e tiveram como objetivo a troca de saberes entre a Universidade e a comunidade.
 
Entre as oficinas realizadas na tarde de sábado (19 de maio), foi oferecida a de confecção de duas bandeiras religiosas: uma em homenagem à Nossa Senhora da Guia e outra à Santa Rosa de Lima. Auxiliados pela professora Virgínia Raimunda Ferreira, do curso de Serviço Social da Unidade, os moradores da comunidade e das redondezas usaram a criatividade para dar vida às bandeiras. “Em primeiro lugar, eu agradeço pela oportunidade. Está sendo uma experiência muito rica. Eu trouxe a proposta, eles rapidamente assimilaram e estão tendo um grau de envolvimento muito grande. Tem a participação direta de algumas pessoas e indireta daqueles que estão em volta da mesa, observando. Está sendo uma construção a muitas mãos”, comentou Virgínia. 
 
Desta forma, trocando ideias sobre rendas, estampas, fuxicos e tipos de costura, doando e recebendo conhecimento, as bandeiras começaram a tomar forma. Leda Maria de Araújo, moradora da comunidade, contou que ficou muito feliz com a atividade: “Eu estou achando muito bom, uma experiência nova”.
 
Paralelamente à produção das bandeiras pelos adultos, a Trupe Boba, composta por Paquetá, Graviola e Mostarda, fez a festa da criançada. Transformados em palhaços, os integrantes do grupo saíram pelas ruas em busca de crianças para brincar. Muita risada, muita brincadeira de roda e de balanço de árvore e muita música marcaram a amizade que surgiu entre os palhaços e as crianças da comunidade. “Está sendo uma alegria muito grande. Nos Lopes, só tem gente bonita. Chamaram a gente para vir aqui brincar com as crianças. Veio um monte de crianças, e a gente está feliz”, contou Gustavo Fidelis, o Paquetá.
 
Logo após a pausa para a missa das 18h, momento importante da rotina dos Lopes, uma roda de conversa finalizou as atividades do dia. No diálogo entre moradores e a equipe da UEMG Divinópolis, pautas como novos projetos para a zona rural e a tradução do saber acadêmico para o cotidiano da comunidade foram levantadas. “Eu fico pensando naquilo que nos dizia Paulo Freire: que não existem saberes demais nem saberes de menos; existem saberes diferentes, e todos os saberes precisam ser valorizados, precisam ser reconhecidos. Quando a gente propôs esta atividade junto com a comunidade dos Lopes, foi pensando um pouco nisso, que os saberes que a academia produz, os saberes que as comunidades rurais e urbanas produzem precisam ser reconhecidos e precisam ser socializados. Então, é muito importante que a gente realize essa troca de saberes, para que a gente possa aprender junto e possa, também, ter mais essa clareza de que o papel da Universidade é estar contribuindo com o desenvolvimento social da região na qual ela está inserida”, finalizou o professor José Heleno Ferreira, coordenador do Cemud.
 
Texto: Anna Flávia Alves Vieira – Estudante do 3º período do curso de Jornalismo da UEMG Unidade Divinópolis
Fotos: Elvis Gomes – Assessoria de Comunicação | UEMG Unidade Divinópolis
Orientação:  André Camargos, Elvis Gomes e Isabella Marques – Assessoria de Comunicação | UEMG Unidade Divinópolis

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